Teste na MotoGP com a Aprilia é opção para Miguel Oliveira, mas sob condições específicas

Miguel Oliveira pode ser liberado pela BMW para atuar como piloto de testes da Aprilia na MotoGP, mas o acordo depende de condições específicas que ainda estão em negociação.

MOTO AUTO | Miguel Oliveira

Com contrato já confirmado para correr pela BMW no WorldSBK em 2026, Miguel Oliveira ainda pode desempenhar um papel nos bastidores da MotoGP, disputar um posto como piloto de testes para a Aprilia. Entretanto, esse plano enfrenta uma condição essencial, precisa do aval prévio da BMW.

Nos últimos dias, o nome de Oliveira foi ventilado nos corredores da Aprilia como possibilidade para o time italiano reforçar seu programa de desenvolvimento para 2026. O próprio Oliveira admite que essa função é “uma opção”, mas que depende diretamente da concordância da BMW com a ideia.

Embora seu novo destino em pista será o campeonato de Superbike com a BMW, ele deixa claro que essa mudança não fecha portas para colaborações pontuais na MotoGP. Ele ponderou, por exemplo, que definir um calendário que acomode testes e corridas simultâneas “não é tarefa simples”.

Massimo Rivola, CEO da Aprilia Racing, reconheceu o interesse em contar com Oliveira como piloto de testes no próximo ano, especialmente considerando a limitação que a equipe teve em 2025, com poucos pilotos disponíveis para testes.

Porém, ele foi enfático em ressaltar que a possibilidade passa diretamente por um entendimento com a BMW, dada a relação de contrato de Oliveira com a marca alemã. “Como ele assinou com a BMW, precisará primeiro conversar com eles. Da nossa parte… veremos”, declarou Rivola.

Para Oliveira, o envolvimento com uma MotoGP como piloto de testes representa vantagem dupla, permite que ele mantenha contato com a moto de ponta e pode aprimorar habilidades que também ajudam em sua atuação no Superbike.

Por outro lado, conciliar o programa de corrida da BMW com um papel de testes na MotoGP exige uma logística delicada, desde calendarização até compromissos técnicos.

Rivola citou o exemplo de Lorenzo Savadori, que em 2025 precisou atuar em testes e substituições em corridas da Aprilia em função de lesões de pilotos titulares, um cenário que reforça a necessidade de mais braços no programa de desenvolvimento.

Embora Oliveira já tenha definido seu caminho para 2026, o projeto de mantê-lo vinculado à MotoGP via testes continua vivo. A concretização dessa alternativa dependerá, contudo, do grau de flexibilidade que a BMW estiver disposta a conceder e da construção de um cronograma que funcione para ambas partes envolvidas.

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