Pecco Bagnaia volta à estaca zero na Indonésia após fim de semana perfeito no Japão

Pecco Bagnaia deixou dúvidas no ar, depois de um fim de semana perfeito no Japão, sua queda de rendimento na Indonésia aumentou o temor de que aquela performance tenha sido apenas um ponto fora da curva.

MOTO AUTO | Pecco Bagnaia

Pecco Bagnaia passou por uma Sprint dramática no GP da Indonésia em Mandalika, descrevendo sua atuação como uma experiência em que ele foi “passageiro” da moto, incapaz de controlar a pilotagem. Segundo o piloto, diversos momentos escaparam do seu domínio.

Momento difícil para Pecco Bagnaia, após conquistar um fim de semana perfeito em Motegi, com pole position, vitória na Sprint e triunfo na corrida principal, as expectativas para a etapa da Indonésia eram altas. No entanto, o piloto não conseguiu passar do Q1, largou apenas em 16º no grid e terminou a Sprint quase 30 segundos atrás do vencedor.

Ele afirmou que o chassi que usou “teoricamente” era o mesmo da última etapa bem-sucedida, mas enfrentou tremores violentos durante a corrida. Sua média de volta ficou quase 2 segundos mais lenta do que a de Marco Bezzecchi, que liderava o pelotão.

Não estou pilotando. Estou apenas como passageiro na minha moto. Não consigo controlar nada”, disse Bagnaia.

Cheguei quatro vezes à primeira curva e à curva 10 sem freios. Três vezes tive que fechar o acelerador, senti tremores. Difficíl imaginar um fim de semana como este, dado o que aconteceu uma semana atrás.”

Mesmo diante da frustração, ele reconheceu que o GP da Indonésia serviu como contraste ao momento brilhante que viveu no Japão. “Hoje, para mim, acabou. Terminei a 30 segundos da liderança, 13 segundos do penúltimo. Difícil de imaginar”, declarou.

Quando questionado se havia um problema técnico, Bagnaia descartou: “Não acho que seja problema técnico. Acho que é algo fora do meu controle.”

Possíveis causas: pneu e tremores

Bagnaia recordou que ele já havia enfrentado problemas semelhantes quando a Michelin usou uma construção mais rígida para o pneu traseiro, especialmente no GP da Áustria. Muitos suspeitam que a combinação entre o asfalto de Mandalika e a nova construção de pneu possa estar na raiz do tremor que comprometeu seu desempenho.

Ele relatou que não pôde frear com força por perder aderência na dianteira, que não conseguia acelerar direito por conta das oscilações, e que muitas curvas se tornaram imprevisíveis por causa dos balanços da moto. “É estranho”, comentou.

Bagnaia admitiu não compreender o que ocorreu, pois esperava repetir a performance de Motegi com a mesma base de bike: “Teoricamente é a mesma, mas não está funcionando como antes. Não entendo”. Ele confessou frustração: “Uma semana atrás, eu ganhava. Hoje, acabo atrás. Fiz tudo que podia, empurrando como louco e larguei em 16º. Algo não está mais funcionando.”