
Uma das discussões mais passionais que cercam a MotoGP, gira em torno da difícil temporada de Pecco Bagnaia. Em seu livro Jomo Grand Prix, o ex-piloto e engenheiro Nobuatsu Aoki faz um diagnóstico direto do problema de Pecco em 2025 e conclui que não foi apenas a presença de Marc Márquez, mas, principalmente, a própria moto.
Aoki, que correu na 500cc e trabalhou no desenvolvimento de motos na Suzuki e na Proton, parte de um ponto delicado, mas raramente dito em voz alta: dividir a garagem com Marc Márquez pode ser mentalmente e tecnicamente devastador para certos pilotos.
“Como Marc pilota qualquer motocicleta como se ela fosse perfeita, ele não presta atenção aos detalhes; para pilotos sensíveis como Pedrosa e Bagnaia, que precisam de muito feedback, isso se torna extremamente difícil”, explicou Aoki.
Na visão do japonês, Márquez se adapta, ataca e vence. Já pilotos meticulosos, que dependem de equilíbrio fino e respostas previsíveis da moto, acabam pagando o preço.
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O problema não foi só humano, foi técnico
Aoki deixa claro que não se trata apenas de pressão psicológica. Segundo ele, duas mudanças técnicas na Ducati Desmosedici 2025 comprometeram diretamente o estilo de pilotagem de Bagnaia: o sistema de largada e o comportamento do freio motor.
A principal alteração foi no mecanismo hidráulico de ajuste de altura da moto.
“Em 2025, um novo sistema foi instalado para controlar a velocidade com que a altura da motocicleta varia”, explicou.
No papel, uma evolução. Na pista, um problema sério para Pecco.
“A adaptação passou a ser mais gradual. Mas o estilo de largada e de pilotagem de Bagnaia não combinou com isso.”
Bagnaia costuma provocar um leve deslizamento da traseira para ajustar suas trajetórias. Porém, segundo Aoki, o novo sistema simplesmente não permitia isso.
“O sistema de ajuste impediu que ele atingisse o ângulo de derrapagem que desejava.”
O resultado foi um piloto limitado pela própria máquina, preso fora de sua zona natural de conforto durante praticamente toda a temporada.
Freio motor instável agravou a situação

E os problemas não pararam por aí. Aoki apontou ainda uma falha crítica no freio motor da Ducati 2025.
“Havia também um freio motor instável.”
Para um piloto como Pecco Bagnaia, que constrói grande parte de sua performance na entrada das curvas, essa característica foi devastadora.
“Isso provavelmente se devia à falta de atrito interno. Um problema sério.”
A Ducati até tentou contornar a situação com soluções intermediárias.
“A equipe usou configurações conhecidas como ‘modelo 24.8’ ou ‘24.3’, algo entre a moto de 2024 e a de 2025, mas sem encontrar uma solução definitiva.”
Na prática, paliativos, não uma correção real.
Fonte: MotoGP.com




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