
O futuro da equipe VR46, liderada por Valentino Rossi, pode estar prestes a deixar a Ducati e iniciar uma parceria estratégica com a Aprilia. A possibilidade, levantada por jornais italianos como La Gazzetta dello Sport, acendeu sinais de alerta em todo o paddock e suas consequências podem transformar profundamente o equilíbrio da categoria.
Desde a chegada da VR46 à MotoGP, em 2022, a relação com a Ducati parecia perfeita. A equipe rapidamente evoluiu até se tornar o principal time satélite da marca em 2024, após a saída da Pramac rumo à Yamaha. Foram três temporadas de resultados expressivos:
• 4 vitórias,
• 34 pódios,
• e um consistente crescimento técnico e esportivo.
Em 2025, a formação com Fabio Di Giannantonio e Franco Morbidelli reforçou ainda mais o status do projeto.
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Mas, apesar da terceira posição no Mundial de Equipes e 13 pódios na temporada, nenhuma vitória foi conquistada, e o brilho maior acabou indo para a Gresini e Alex Márquez, algo que deixou o clima menos estável do que parecia.
Segundo informações divulgadas na Itália, a VR46 estaria avaliando romper o vínculo com a Ducati ao final de 2026. O movimento abriria espaço para uma surpreendente associação com a Aprilia, uma união que, caso confirmada, seria um marco histórico.
Ao contrário do que muitos imaginam, a VR46 não substituiria a equipe Trackhouse, já alinhada ao projeto da RS-GP. A ideia seria ainda mais ousada: a Aprilia operaria duas equipes satélite, algo que ampliaria dramaticamente sua capacidade de desenvolvimento.
Por que essa mudança estaria acontecendo?

A origem da ruptura não é técnica, e sim política. Tudo teria começado com o episódio polêmico do teste em Misano, quando Francesco Bagnaia teria pilotado em segredo a GP24 de Morbidelli.
A informação vazou publicamente, para irritação da Ducati, que queria manter tudo em sigilo.
Esse incidente teria afetado a confiança entre as partes e alimentado conversas internas sobre o futuro do projeto.
A peça-chave: Davide Brivio
Nos bastidores, um nome aparece como elo dessa possível mudança: Davide Brivio, dono da Trackhouse e amigo próximo de Valentino Rossi. Foi ele quem, no passado, convenceu o Doutor a se transferir para a Yamaha em 2004.
Agora, Brivio teria um papel importante em aproximar VR46 e Aprilia, movimento que pode incluir um objetivo ainda mais ambicioso: colocar Pedro Acosta em uma RS-GP da VR46 em 2027.
E a Ducati? O que acontece se VR46 sair?

Se a VR46 realmente migrar para a Aprilia, a Ducati ficará com apenas duas equipes satélite. Isso abriria espaço para outro grande movimento: a Tech3 que vive incertezas com a KTM epoderia se tornar o novo parceiro estratégico dos italianos a partir de 2027.
Valentino Rossi e sua estrutura agora encaram uma escolha que vai muito além de 2026:
• Permanecer com a Ducati, marca que oferece vitórias imediatas e o pacote mais dominante do grid.
• Ou apostar na Aprilia, fabricante em ascensão, capaz de oferecer protagonismo técnico e um projeto de longo prazo.
O certo é que a VR46 nunca toma decisões sem planejamento e se a mudança acontecer, poderá remodelar o xadrez político e técnico da MotoGP por muitos anos.
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