GP da Áustria muda de identidade ao longo dos anos e se firma com o Red Bull Ring

A história do atual palco do GP da Áustria na MotoGP é marcada por mudanças profundas ao longo das décadas, tanto no traçado quanto na estrutura do evento. Tudo começou em 1957, quando um antigo aeródromo militar em Zeltweg foi improvisado como circuito de corridas. Embora tenha sido uma solução criativa para a época, o asfalto irregular e a estrutura limitada logo mostraram que o local não era adequado para provas de alto nível. Ainda assim, o circuito recebeu uma única etapa da Fórmula 1 em 1964, antes de ser definitivamente abandonado.

Em 1969, surgiu o lendário Österreichring, construído nas colinas da Estíria. Com curvas de alta velocidade, desníveis acentuados e paisagens deslumbrantes, o traçado logo se tornou um ícone, mas também ganhou fama pela sua periculosidade. Um dos momentos mais marcantes foi o acidente fatal de Mark Donohue, em 1975, que levou à reformulação da curva Vöst-Hügel. Apesar disso, o circuito manteve seu status de referência até os anos 1990.

Com as novas exigências de segurança, o traçado original foi redesenhado por Hermann Tilke, dando origem ao A1 Ring, uma versão mais curta e segura. A Fórmula 1 retornou ao local entre 1997 e 2003, mas com a saída da categoria, o circuito entrou em decadência e acabou sendo desativado.

A reviravolta veio quando a Red Bull adquiriu o local e promoveu uma ampla revitalização, reabrindo o circuito em 2011 sob o nome de Red Bull Ring. Desde 2016, ele passou a fazer parte do calendário fixo da MotoGP. Em 2023 foi assinada uma extensão contratual que garante sua presença no Mundial até 2030.

Hoje, o Red Bull Ring não é apenas um dos circuitos mais modernos da MotoGP. Ele representa a fusão entre tradição e inovação, carregando consigo décadas de velocidade, história e paixão pelo esporte a motor.