
A primeira experiência de Diogo Moreira em um teste coletivo da MotoGP foi tudo, menos simples. Logo após concluir um shakedown exigente no circuito de Sepang, o brasileiro voltou à pista para encarar três dias consecutivos de trabalho pesado com a equipe Pro Honda LCR. O resultado final, da posição 19ª, não conta toda a história do que foi, porque na prática, foi um verdadeiro batismo de fogo na elite do motociclismo mundial.
Depois de seis dias seguidos de testes, o desgaste físico era evidente. Ainda assim, Moreira fez um balanço positivo do período na Malásia.
“Finalmente acabou, mas o progresso foi bom”, afirmou o piloto.
A evolução gradual foi o ponto central do trabalho. Em um ambiente onde cada saída dos boxes tem um objetivo técnico claro, o brasileiro evitou exageros e priorizou consistência, postura que veio acompanhada de um conselho importante recebido nos bastidores.
“Me disseram para manter a calma”, revelou Moreira. “Tenho uma temporada inteira pela frente para evoluir. O tempo está ao meu lado, e a equipe também. O foco é trabalhar sessão por sessão e aproveitar o processo.”
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A rotina intensa do teste limitou a interação com outros pilotos da Honda, mas Moreira observou atentamente o comportamento da RC213V nas mãos de nomes mais experientes. Joan Mir, Luca Marini e Aleix Espargaró serviram como referência técnica durante o shakedown, reforçando a percepção de que a fábrica japonesa segue empenhada em recuperar competitividade.
“O ritmo de trabalho é tão forte que quase não sobra tempo para conversar”, explicou. “Cada um está muito concentrado no próprio programa, mas dá para aprender bastante só observando.”
Fisicamente desgastado, Moreira optou por não realizar simulações completas de Sprint e corrida durante o teste coletivo. A decisão foi estratégica.
“Eu já tinha feito uma simulação de Sprint no último dia do shakedown”, contou. “Forçar mais naquele momento não seria produtivo. Agora, o foco é seguir para a Tailândia e continuar o desenvolvimento.”
O teste de Sepang representou um primeiro contato real com a exigência extrema da MotoGP. Para Diogo Moreira, foi menos sobre resultados e mais sobre adaptação, leitura técnica e construção de confiança.
A próxima parada será Buriram, na Tailândia, onde o brasileiro terá nova oportunidade de colocar em prática tudo o que aprendeu na Malásia. A temporada está apenas começando, mas Sepang deixou claro que Diogo Moreira entrou na MotoGP com a mentalidade certa: paciência, trabalho e visão de longo prazo.

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Fonte: MotoGP.com



