
O futuro de Fabio Quartararo será um dos principais assuntos do mercado de pilotos em 2026, às vésperas da grande reformulação do grid em 2027. O francês deixou claro o que deseja para a próxima fase da carreira, mas as tensões que se acumulam entre ele e a Yamaha podem levar a marca japonesa a considerar algo que, até pouco tempo atrás, parecia impossível: seguir em frente sem seu maior talento
Quando Fabio Quartararo assinou com a Petronas SRT para 2019, muitos viram a decisão com desconfiança. A hype em torno do “novo Marc Márquez” já tinha desaparecido após anos irregulares no Moto2 e Moto3.
Oficialmente, ele tinha apenas uma vitória na Moto2 e outra retirada por infração técnica. Mas a direção da SRT acreditou que o talento bruto do francês ainda estava ali, esperando o ambiente certo.
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Eles estavam certos
Em 2019, com uma Yamaha de um ano de uso, Quartararo conquistou seis poles e sete pódios, forçando Marc Márquez a batalhas até a última volta.
A Yamaha percebeu imediatamente que ele era o nome ideal para assumir a vaga de Valentino Rossi na equipe de fábrica. Em 2020, o francês venceu três vezes e consolidou a escolha. Em 2021, conquistou o título mundial, o primeiro da Yamaha desde 2015.
Mas foi aí que a crise começou
Desde sua última vitória, no GP da Alemanha de 2022, o francês não voltou ao topo. A Yamaha também não.
Mesmo insatisfeito, ele renovou até 2026 por 12 milhões de euros, rejeitando uma oferta de cerca de 4 milhões da Aprilia, que na época ainda não tinha mostrado o salto técnico que alcançou.
Hoje, olhando para 2025, muitos enxergam aquela decisão como um erro caro, mas Quartararo sabia exatamente o quanto valia e o quanto poderia cobrar.
Comparações com Marc Márquez, que abriu mão de salário para pilotar uma moto vencedora, são injustas: Márquez estava em fase de dúvidas após sua lesão e a crise da Honda.
Quartararo, ao contrário, estava no auge
O início da era V4: esperança ou nova frustração?
A chegada de Max Bartolini como diretor técnico trouxe ânimo. A Yamaha ousou ao desenvolver um motor V4, tentando acompanhar Ducati, Aprilia e KTM.
Quartararo ficou motivado no começo, mas após testar as primeiras versões, baixou o tom.
O francês admitiu que gostava do “feeling geral” da moto, mas evitou elogios e revelou a principal fraqueza do projeto inicial:
“Falta sensação de frente.”
Justamente a única grande qualidade do antigo motor quatro cilindros em linha.
A Yamaha sabe que não pode prometer resultados imediatos. O V4 está no começo da vida e 2026 será um ano de aprendizado.
O problema?
Quartararo não tem tempo para esperar
A paciência da Yamaha está no limite
As críticas públicas de Quartararo vêm incomodando a cúpula da Yamaha. Em entrevista recente à Speedweek, o chefe Paolo Pavesio desabafou:
“Entendo a frustração dele, mas estamos todos no mesmo barco. Reclamar demais em público não ajuda.”
A relação está desgastada.
E a chegada do V4 exige alinhamento completo, algo que Quartararo talvez não esteja disposto a oferecer se sentir que o projeto ainda está longe da competitividade.
Por que a Yamaha pode precisar deixar Quartararo ir

Parece loucura deixar o maior talento do grid sair.
Mas a Yamaha já viveu isso com Viñales em 2021, e sabe o que significa manter um piloto insatisfeito dentro da garagem: clima pesado, queda técnica e pressão desnecessária.
Com o V4 e a preparação do projeto 850cc de 2027, a marca precisa de pilotos dispostos a:
• desenvolver a moto;
• aceitar limitações;
• trabalhar sem cobrar resultados imediatos.
Fabio Quartararo não está nessa fase da carreira.
Além disso, a Yamaha viu o exemplo da Honda após perder Marc Márquez:
mesmo vivendo um período traumático, o corte de gastos permitiu contratar Romano Albesiano, Aleix Espargaró como tester, e montar um projeto que renasceu em 2025, tornando a Honda novamente atraente a pilotos top.
O mesmo poderia acontecer com a Yamaha
O cenário do mercado: quem substituiria Quartararo em 2027?
A oferta não é animadora.
A Yamaha já mostrou em 2024 como é difícil atrair nomes grandes quando a moto não entrega.
Rins, Miller e Oliveira são vencedores, mas todos chegaram em fases de queda técnica.
A grande aposta é Toprak Razgatlıoğlu, agora no MotoGP. A Yamaha acredita tanto nele que tem sido mais crítica a Quartararo justamente por acreditar que Toprak pode se tornar o novo líder do projeto.
Ainda assim, nenhum deles tem o peso esportivo e midiático do francês.
Mas talvez seja um preço que a Yamaha precisa pagar.
Fonte:MotoGP.com
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