
A violência do acidente, segundo testemunhas e equipes médicas, foi assustadora, e reacende o debate sobre a forma como a direção de prova da MotoGP lida com situações críticas. O impacto, que deixou Noah Dettwiler e José Antonio Rueda em estado grave, evidenciou falhas sérias nos protocolos de segurança e deixou claro que mudanças urgentes precisam ser implementadas antes que um novo episódio semelhante volte a acontecer.
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Volta de reconhecimento: momento de risco
As voltas de reconhecimento ( sighting laps ) antes das corridas, são frequentemente vistas como menos perigosas, mas no contexto de Sepang revelaram ser extremamente arriscadas. Equipamentos em aquecimento, desconexão entre equipes e direção de prova e velocidades ainda elevadas contribuíram para a gravidade do acidente.
Falhas no processo e pontos críticos levantados
• Falta de informação unificada para os pilotos durante a volta de reconhecimento, houve reclamações de que os pilotos foram largados sem aviso pleno após o acidente.
• O protocolo de reinício e evacuação do local não foi considerado robusto o bastante para o nível de risco apresentado, o acidente aconteceu em pista aberta, com tráfego ainda normal.
• A implicação de que ambientes antes “semi-livres” devem ter mesmo nível de controle que sessões oficiais de corrida ou treino.
Pecco Bagnaia critica decisão da direção de prova

Pecco Bagnaia, foi um dos pilotos mais duros nas críticas após o episódio:
“Foi muito difícil se concentrar”, disse o italiano no domingo. “Talvez eu seja fraco, mas nunca vou entender por que deixaram os pilotos da Moto3 correr depois de ver o que havia acontecido com dois de seus colegas. Não é o ideal, com certeza. Felizmente, não sou eu quem tem que tomar essas decisões. Em muitas situações, os pilotos têm uma sensibilidade que os dirigentes do campeonato certamente não têm.”
As palavras de Bagnaia ecoaram pelo paddock, com muitos concordando que a corrida jamais deveria ter sido retomada nas condições emocionais e de segurança daquele momento.
Paralelos com o passado: o caso Reinhold Roth
O incidente também trouxe à memória o terrível acidente de Reinhold Roth no GP da Iugoslávia de 1990, quando o piloto da categoria 250cc colidiu com outro competidor em baixa velocidade, sofrendo ferimentos que mudaram sua vida para sempre.
Desde então, o episódio é constantemente usado em briefings de segurança da FIM para conscientizar pilotos sobre os riscos de trafegar lentamente na linha de corrida.
Os comissários da FIM mantêm uma postura rigorosa contra pilotos que andam devagar demais no traçado principal, especialmente em classificações, um problema recorrente na Moto3.
Durante o treino classificatório da Moto3 em Sepang, o piloto Brian Uriarte recebeu uma punição de nove posições no grid por rodar lentamente na linha de corrida após marcar sua melhor volta, mesmo sendo sua primeira infração.
A severidade da punição reflete a preocupação da organização com incidentes potencialmente fatais, e após o acidente de Sepang, discussões sobre reforço das regras voltaram a ganhar mais força.

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