MotoGP em alerta: FIM detecta problemas no circuito do GP do Brasil e obras entram em atraso

O Autódromo Ayrton Senna teve sua entrega adiada após novas exigências da FIM e da Dorna, mas autoridades garantem que o GP do Brasil de MotoGP em 2026 segue confirmado, com mais de 85% das obras concluídas.

MotoGP em alerta: FIM detecta problemas no circuito do GP do Brasil
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O retorno da MotoGP ao Brasil, no Autódromo Ayrton Senna, em Goiânia, sofreu um novo atraso no cronograma de obras. A entrega oficial da pista, inicialmente prevista para dezembro, foi adiada após inspeções técnicas identificarem a necessidade de ajustes adicionais. Mesmo assim, os organizadores garantem que o Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, programado para março de 2026, não está ameaçado.

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Segundo informações divulgadas pela imprensa Goiânia, o ambicioso projeto de modernização do circuito, localizado no coração do país, encontra-se atrasado em relação ao planejamento original. A inspeção contou com representantes da Dorna Sports, da FIM e de uma comissão médica, que apontaram pendências que precisam ser resolvidas antes da homologação final.

Exigências da FIM e da comissão médica

Em entrevista, a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer de Goiás confirmou que a comissão médica solicitou novas adequações no Centro Médico do autódromo. Já os representantes da FIM concentraram suas exigências principalmente na área do paddock.

Apesar de a estrutura dos boxes estar próxima da conclusão, foi determinada a necessidade de alargar todos os portões dos boxes, além de ajustes adicionais no espaço interno da área. As autoridades locais informaram que essas intervenções já foram aprovadas e que as obras seguem em ritmo intenso, com máquinas operando diariamente no circuito.

Pista praticamente pronta e aprovada

Se por um lado o paddock ainda exige modificações, por outro, o traçado do circuito recebeu elogios da comissão técnica. O layout de aproximadamente 3,8 km passou por uma renovação completa do asfalto, ampliação das áreas de escape e substituição total das barreiras de proteção.

O novo pavimento está atualmente em fase de cura, e, de acordo com os inspetores, não houve qualquer preocupação em relação aos padrões de segurança exigidos pela MotoGP.

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Mais de 85% das obras concluídas

Apesar do atraso, os responsáveis pelo projeto reforçam que o cronograma geral segue sob controle. De acordo com o governo estadual, mais de 85% das obras já foram concluídas, e o diálogo com a Dorna e a FIM permanece inalterado.

“A continuidade do planejamento com a Dorna e a FIM não foi afetada”, afirmou a secretaria, ressaltando que ainda não há uma nova data oficial para a liberação definitiva da pista.

Simulação geral antes do GP

Para garantir que o autódromo esteja plenamente preparado para receber um evento do porte da MotoGP, será realizada uma simulação completa três semanas antes da corrida, enquanto o campeonato estará em sua etapa de abertura, na Tailândia.

Durante esse evento-teste, organizado pelo promotor do GP do Brasil, estarão presentes comissários de pista, equipes médicas, serviços de resgate e todos os profissionais envolvidos na operação de um fim de semana de MotoGP. Também haverá corridas de motocicletas no traçado, embora fora de qualquer campeonato oficial. O acesso do público será totalmente restrito.

Retorno histórico da MotoGP ao Brasil

A última vez que a MotoGP passou pelo Brasil foi há 22 anos, e Goiânia não recebe uma corrida da principal categoria do motociclismo mundial desde 1989. Considerando os padrões atuais da categoria, o retorno representa praticamente um recomeço completo.

O projeto conta com um investimento público estimado em cerca de 10 milhões de euros, financiado pelo governo do estado de Goiás, reforçando a aposta do Brasil no retorno definitivo da MotoGP ao calendário mundial.

Fonte: MotoGP.com

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